Dia a Dia

Dança à Deriva realiza sua quinta edição em 2018 como evento singular de integração latino-americana

Foto: Paola Bertholini
Andreia Nhur em Mulher Sem Fim

Dança à Deriva – Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea chega à sua quinta edição em 2018 como evento renovador, que promove o intercâmbio na América Latina, continente rico em expressões mas com pouco intercâmbio artístico.

Ocupando dois espaços culturais – o Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRD) e a Oficina Cultural Oswald de Andrade, o 5º Dança à Deriva apresenta 13 companhias e coletivos independentes do Brasil, Colômbia, Chile, Paraguai e México, reunindo aproximadamente 80 artistas.

A programação, concebida e estruturada com o objetivo de contemplar obras autorais em diferentes formatos cênicos, traz 20 espetáculos e intervenções artísticas, além de laboratórios de criação, vídeoarte, “conversatórios” e ainda o 6º Fórum Dança e Sustentabilidade. Os ingressos para todas as atividades são gratuitos.

“Dança à Deriva vem se configurando como um dos festivais mais inovadores na cena cultural paulistana e latino-americana, por primar pela captura das potencialidades de cada local, criando possibilidades de imersão coletiva e partilha de experiências dramatúrgicas e de modos de ser e fazer dança neste continente tão diverso e adverso”, diz Solange Borelli, idealizadora e coordenadora do Dança à Deriva.  “É urgente e necessária a aproximação de artistas de países vizinhos para implodirmos as fronteiras dessa nossa latinidade e estabelecermos cumplicidades e vínculos políticos, éticos e poéticos”, ela complementa.

Foto: Silvia Machado

... Avoa! Núcleo Artístico

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No CRD, além da abertura, no dia 23 de julho, às 19h30, com a apresentação de Mulher sem Fim, criação solo de Andréia Nhur & Katharsis Teatro, que transita entre teatro, dança, música e performance, acontecem até dia 26, outros seis espetáculos: dois brasileiros, a intervenção urbana Solos de Rua, do …Avoa! Núcleo Artístico (na Praça Ramos de Azevedo, dia 24, às 17h) e Satisfação do Cliente, com o grupo gaúcho Quarta Parede Processos Contemporâneos (25/7, 19h); três da Colômbia, Com La Boca Bien Abierta, da Andante Danza Contemporánea (24/7, 20h), Indicios Despierta, da InCorpo Compañia (dia 25/7, 20h) e Sardónico, do Terser Cuerpo (26/7, 19h) e um do Chile, Cumulonimbus, da Plataforma Mono  (26, às 20h).

Foto: Alex Merino

Sandro Borelli em A Balada da Virgem

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Na Oficina Cultural Oswald de Andrade (OCOA) serão três apresentações por dia, sempre às 18h, 19h e 20h (veja programação completa abaixo). No encerramento, dia 31/7, Sandro Borelli apresentará o solo A Balada da Virgem – Em Nome de Deus, inspirado em Joana D’Arc.

Outras ações

Além de dar visibilidade aos trabalhos cênicos de companhias brasileiras e latino-americanas, o Dança à Deriva promove a imersão de todos os participantes nas atividades, para estimular processos colaborativos de criação e formar espaços de compartilhamento, além de favorecer circulação e a troca de experiências.

Durante a mostra, serão realizados sete Laboratórios Criativos desenvolvidos pelos diretores das companhias participantes, todos pensados de forma a estabelecer uma investigação mais profunda do corpo e oferecer estímulos criativos que propiciem aumentar o repertório de movimentos e o amadurecimento das habilidades do criador cênico.

Outra atividade que procura estabelecer relações de troca de percepções técnicas e estéticas, é o Conversatório, um encontro que acontece todos os dias reunindo artistas e público para uma apreciação das obras apresentadas na noite anterior.

Nas atividades paralelas destaca-se ainda o 6º Fórum Dança e Sustentabilidade (domingo, 29/7), que neste ano enfoca o tema Modos de Produção em dança: subsistência e resistência.

Foto: Wilian Aguiar

Marcos Abranches em O Grito

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Ainda na OCOA, a partir do dia 27, acontece a Mostra de VideoArte, com projeção em looping, das 15h às 21h, de três filmes: O Grito, de Marcos Abranches e Gal Oppido, inspirado na obra homônima do artista norueguês Edvard Munch; Zenit, dirigido por Andrea Carolina Rodríguez e Laura Gómez, da  Andante Danza Contemporânea; e  1500º, curta dirigido por RiZa.

A 5ª edição do Dança à Deriva é uma realização da Radar Cultural Gestão e Projetos e conta como apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Prefeitura de São Paulo, numa corealização Poiesis, Oficina Cultural Oswald de Andrade, Associação Cultural Corpo Rastreado e Centro de Referência da Dança, além das parcerias com o Kasulo – Espaço de Cultura e Arte e Espaço Viver.

 

PROGRAMAÇÃO

 

Espetáculos

Centro de Referência da Dança

 

23/7 (segunda), 19h30:  Mulher sem Fim – Andréia Nhur & Katharsis Teatro (Sorocaba, SP)

No solo, que transita entre teatro, dança, música e performance, o gênero-mulher é apresentado a partir de um corpo constantemente trespassado por ecos de mulheres presentes nas memórias da cultura, que vão desde Madame Bovary, Lady Macbeth, Carmen Miranda até Dadá, a cangaceira. Texto, criação e performance: Andréia Nhur | Colaboradores: Janice Vieira, Paola Bertolini e Roberto Gill Camargo | Iluminação: Roberto Gill Camargo

Duração: 50 minutos | Classificação indicativa: Livre

 

Foto: SilviaMachado

...Avoa! Núcleo Artístico

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  24/7 (terça), 17h: Solos de Rua – …Avoa Núcleo Artístico (São Paulo, SP)

Inspira-se no texto manifesto As Embalagens, de Tadeusz Kantor. Trata-se de um jogo coreográfico que afeta espaços públicos de grande circulação, misturando-se à paisagem local. Não é possível saber ao certo o que emerge de dentro da multidão. Concepção: …AVOA! Núcleo Artístico | Direção: Luciana Bortoletto | Intérpretes-criadores: Edi Cardoso, Izabel Martinelli, Mônica Caldeira e Rodrigo Rodrigues | Músicos: Daniel Arruda Van Ham e Santhiago Nery (percussão e sonoplastia), Fernando Ruggiero (trompete), João Batista Brito Cruz (sax tenor), Luciana Bortoletto (direção musical, sonoplastia e sanfona de oito baixos). Duração: 45 minutos | Classificação indicativa: Livre

Foto: Camilo Salazar

Com La Boca Bien Abierta, da Andante Danza Conteporánea (Bogotá/Colômbia)

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  24/7 (terça), 20h: Com La Boca Bien Abierta – Andante Danza Conteporánea (Bogotá/Colômbia)

Baseia-se nas reflexões sobre a violência que faz parte de nossa história passada, presente e muito seguramente futura; a violência que consentimos e aceitamos inconscientemente, culturalmente; a violência que parece natural, enraizada nos corpos e que se justifica, a violência de nosso silêncio. Direção geral: Andrea Carolina Rodríguez | Assistente de direção: Fredy Orlando Bernal | Intérpretes: Diana Tovar González, Ximena Cuervo Vela, Andrea Carolina Rodríguez | Música original: Beto Ojeda. Duração: 35 minutos | Classificação indicativa: livre.

Foto: Gislaine Sachet

Satisfação do Cliente – Quarta Parede Processos Contemporâneos (Caxias do Sul, RS)

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  25/7 (quarta), 19h: Satisfação do Cliente – Quarta Parede Processos Contemporâneos (Caxias do Sul, RS)

Espero que tenha público. Espero que me surpreenda. Espero que ninguém me explique. Espero que tenha dança. Espero que não seja chato. Não tenho expectativa. Eu espero que tenha peitos. Espero acrobacias. Espero que seja bom. Espero que tenha nu frontal. Espero que me ensine algo. Espero que tenha unicórnios. Espero que não chova. Espero que cantem e dancem. Eu só vim porque me convidaram. Espero por aplausos. Espero acabar para aplaudir? Espero que minha mãe prepare frango para o jantar hoje. Espero… Direção cênica: Gislaine Sachet | Concepção: Gislaine Sachet, Ander Belotto e Paula Giusto | Intérpretes-criadores: Ander Belotto e Paula Giusto | Trilha musical: Gutto Basso | Luz: Matheus Brusa. Duração: 40 minutos | Classificação indicativa: acima de 16 anos (*cenas de nudez).

Foto: Divulgação

Indicios Despierta – InCorpo Compañia (Ibagué – Colômbia)

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  25/7 (quarta), 20h: Indicios Despierta – InCorpo Compañia (Ibagué – Colômbia)

Entre confrontos, vícios, alter egos, memórias, perseguições, amores e desgostos, sinais se tornam silêncio, numa caminhada de eventos, momentos e pistas que às vezes nos deixa o corpo. Quantos corpos temos? Indicações removem memórias que uma vez salvamos; outras vezes, silêncios que tanto nos perseguiram e certamente contemplamos. Direção: Jhonny Caicedo | Intérpretes: Laura Aramendiz, Romney Gonzalez, Alexandra Mora Montes, Jhonny Caicedo, Rider Gutiérrez, Carolina Penagos e Lina María Montoya. Duração: 60 Minutos | Classificação indicativa: livre. 

Foto: Divulgação

Sardónico – Terser Cuerpo (Bogotá/Colômbia)

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  26/7 (quinta), 19h: Sardónico – Terser Cuerpo (Bogotá/Colômbia)

Uma tentativa convulsiva de recuperar uma voz interna e distorcer certas fachadas que projetam uma imagem diferente da nossa. Sardónico explora o riso como principal ferramenta para encontrar um estado corporal, no qual dois princípios antagônicos coexistem – um interno, autoconsciente, e o outro externo, dominante. Direção e Interpretação: David Suárez | Música original: Pablo Guchuvo | Desenho de luz e Figurino: Terser Cuerpo. Duração: 25 minutos | Classificação indicativa: livre.

26/7 (quinta), 20h: Cumulonimbus – Plataforma Mono (Chile)

Cumulonimbus se refere às nuvens de grande desenvolvimento vertical, que produzem chuvas intensas e tempestades elétricas. Podem ser formadas isoladamente, em grupos ou ao longo de uma frente fria. O trabalho explora a relação entre ordem e caos e como esses dois estados nos dão sentimentos de vitalidade, criatividade, liberdade, ansiedade, estresse, claustrofobia ou estranhamento. Direção criativa: Thomas Bentin | Intérpretes: José Urrea, Daniella Santibañez, Javiera González, Javier Muñoz, Ninoska Soto, Jorge Olivera, Daniela Yáñez, Adrián Otárola e Benjamin Marchant | Direção sonora: Santiago Farah. Duração: 55 minutos | Classificação indicativa: Livre.

 

Oficina Cultural Oswald de Andrade

Foto: Manuel Alviso

Entre Tu y Yo – Tercer Espacio Colectivo Artistico (Asunción, Paraguai)

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  27/7 (sexta), 18h: Entre Tu y Yo – Tercer Espacio Colectivo Artistico (Asunción, Paraguai)

A peça tem ignição em situações cotidianas, levantando costumes e particularidades de uma relação de intimidade, levando em conta as necessidades de cada um e resgatando o valor de um –  em e com – o outro. Ideia, intérpretes e criadores: Laura Cuevas e José María Villanueva | Colaboração criativa: Wal Mayans | Assistência coreográfica: Gloria M. Morel. Duração: 30 minutos | Classificação indicativa: livre. 

27/7 (sexta), 19h: Cuerpo Quebrado, Tierra de Cuerpo InCorpo Compañia (Ibagué/Colômbia)

A performance nasce da necessidade de descolonizar o corpo do preconceito, do cotidiano, do político e social preestabelecidos, ativando a desterritorialização da dança inata do corpo e evocando uma jornada através do espaço, onde o performer aciona uma nova linguagem com seus muitos outros corpos. Direção cênica e manejo técnico: Alexandra Mora Montes | Performer: Jhonny Caicedo. Duração: 50 minutos | Classificação indicativa: livre.

Foto: Divulgação

Transferência – Andante Danza Contemporánea (Bogotá/Colômbia)

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  27/7 (sexta), 20h: Transferência – Andante Danza Contemporánea (Bogotá/Colômbia)

A peça apresenta uma cidade que administra uma dinâmica individualista e consumista em seu cotidiano, destruindo espaços para o livre desenvolvimento do ser humano, gerando seres isolados, estressados pelo dinheiro, violentos, egoístas, esgotados pelo tempo, intolerantes e sem consciência de um para o outro. Direção Geral: Andrea Carolina Rodrigues | Intérpretes-criadores: Diana Tovar, Fredy  Bernal, Andrea Carolina Rodríguez | Música original: Beto Ojeda | Video cenográfico: Soraya Vargas e Dixon Quintian | Luz e Som: Marcela Mora. Duração: 60 minutos I Classificação indicativa: livre.

Foto: Gil Grossi

Andar_Ilha – ... Avoa! Núcleo Artístico (São Paulo, SP)

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  28/7 (sábado), 18h: Andar_Ilha – … Avoa! Núcleo Artístico (São Paulo, SP)

“O coração viajante não se enraíza, antes quer ser braseira ambulante” (Matsuo Bashô). Um corpo no mundo tateia, com os pés, o caminho das pedras. Vive o intervalo entre suspensão e queda, o equilíbrio precário. Uma mulher oferta o seu próprio caminhar a um ritual: uma dança. Desvela trajetórias de vida inscritas no corpo, na arquitetura óssea, na cidade. É uma ilha, espaço lírico, rodeada de história por todos os lados. Concepção, criação, interpretação: Luciana Bortoletto | Colaboração artística: Dorothy Lenner (MG) e Erika Moura (SP) | Edição de trilha sonora e acordeon: Luciana Bortoletto | Desenho de luz: Jean Marcel. Duração: 40 minutos | Classificação indicativa: livre. 

Foto: Divulgação

Matéria Prima – Terser Cuerpo (Bogotá – Colômbia)

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  28/7 (sábado), 19h: Matéria Prima – Terser Cuerpo (Bogotá – Colômbia)

A peça aborda, através do exercício cênico, o fenômeno da produção e reprodução em massa gerado pelos processos de industrialização e urbanização, que vêm da segunda metade do século 19. Neste caso, o corpo é a matéria-prima para a produção indefinida de um modelo humano caracterizado pela alienação de seu ser. Direção: Coletiva | Intérpretes-criadores: David Suaréz, Yury Varela, Daniela Cantillo, Sebastian Zarate, Vanesa Garcia e Laura Silva | Música original: Pablo Guchuvo. Duração: 40 minutos; Classificação indicativa: livre.

Foto: Gal Oppido

Corpo sobre Tela, de Marcos Abranches

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  28/7 (sábado), 20h: Corpo Sobre Tela – Marcos Abranches Companhia de Dança (São Paulo, SP)

Inspirado na vida e obra do pintor irlandês Francis Bacon, Corpo sobre Tela é um solo criado pelo bailarino Marcos Abranches, em parceria com Rogério Ortiz, que assina a direção artística. “Sou livre para o silêncio das formas, das cores, na riqueza de pintar uma obra… Podemos colorir a maneira de pensar e ser mais felizes, pois somos a própria arte. Nossa sociedade trata o deficiente como um coitado. Se eu fosse me basear nesse pensamento, não colocaria meus pés para fora de casa. No meu espaço, não há sofrimento”. Direção geral e artística: Marcos Abranches e Rogério Ortiz | Assistente de direção: Jefferson Duarte | Intérprete-criador: Marcos Abranches | Trilha: Marcos Abranches e Pedro Simples | Iluminação e cenário: Rogério Ortiz. Duração: 35 minutos; Classificação indicativa: 14 anos. 

29/7 (domingo), das 10h às 14h / das 15h às 18h: 6º Fórum Dança & Sustentabilidade

Fórum de discussão entre artistas e articuladores culturais dos países envolvidos na mostra, que se propõem a aprofundar questões fundamentais da cadeia produtiva da dança, sobretudo no que se refere aos seus modos de atuação e configuração na cena cultural e, consequentemente, sua sobrevivência.  Neste encontro, diretores e intérpretes de cada companhia colocam em pauta as políticas que regem seu fazer artístico, as políticas públicas de seus países e a forma como interagem com esses contextos adversos. Mediação: Solange Borelli.

Público Alvo: artistas da cena, pesquisadores, programadores, curadores e demais interessados na dinâmica cultural da América Latina.

Foto: Alicia Peres

Chulos – Dual Cena Contemporânea (São Paulo, SP)

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  29/7 (domingo), 15h: Chulos – Dual Cena Contemporânea (São Paulo, SP)

Três Reis Magos peregrinam pelo mundo e profetizam o nascimento de um novo rei. Em meio à indiferença e a desesperança, testemunham o inusitado: o nascimento de palhaços que celebram e protegem o nascimento do novo que renova o mundo. Chulos se inspira nas Folias de Reis para revelar fragilidades sociais escondidas sob o esplendor das festas populares brasileiras. Concepção e Direção: Ivan Bernardelli | Elenco: Diogo de Carvalho, Flávia Teixeira, Hélio Feitosa, Ivan Bernardelli, Kleber Cândido, Mônica Augusto | Orientação dramatúrgica: Luís Alberto do Abreu | Assistência de direção: Mônica Augusto | Direção e preparação  musical: Lincoln Antonio. Duração: 60 minutos | Classificação indicativa: livre. 

30/7 (segunda), 18h: Mostra de Resultados Cênicos

Apresentação dos trabalhos desenvolvidos durante a mostra, pelos participantes dos laboratórios de criação, sob a direção dos artistas que coordenaram as ações.

Foto: Rolocombia

Fragmento de Dos Cuerpos – InCorpo Danza Contemporânea (Ibagué – Colômbia)

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  30/7 (segunda), 19h: Fragmento de Dos Cuerpos – InCorpo Danza Contemporânea (Ibagué – Colômbia)

Fala da dor e da melancolia sofridas pelas vítimas do conflito armado na Colômbia. Por meio de uma linguagem poética, o solo procura encontrar as expressões mais sinceras do desespero e do barulho, cruzando sensações entre um corpo físico e um corpo interno que violou seus direitos sociais e humanos. Criação, direção e interpretação: Jhonny Alexander Caicedo | Direção cênica e manejo técnico: Alexandra Mora Montes. Duração: 30 minutos; Classificação indicativa: livre.

Foto: David Steck

Las Ultimas Cosas – enNingúnlugar (México/Colômbia)

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  30/7 (segunda), 20h: Las Ultimas Cosas – enNingúnlugar (México/Colômbia) 

A obra investiga as necessidades predominantes, incoerentes e caprichosas, que o ser humano apresenta diante da ideia do fim de sua consciência. O público está próximo das ações, desenvolvidas a partir de situações concretas que levam à improvisação e ao estabelecimento de conflitos a serem resolvidos coletiva ou individualmente, a partir dos objetivos que cada intérprete levanta. Direção geral: Luis Rubio | Criação e interpretação: Humberto Vega, Luis Rubio, Eliana Jiménez e Sofía Quiroz. Duração: 80 minutos; Classificação indicativa: livre. 

31/7 (terça), 18h: Mostra de Resultados Cênicos

Apresentação dos trabalhos desenvolvidos durante a mostra, pelos participantes dos laboratórios de criação, sob a direção dos artistas que coordenaram as ações.

Foto: Divulgação

Accidental Acidental – Pita Torres (Valparaiso/Chile)

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  31/7 (terça), 19h: Accidental Acidental – Pita Torres (Valparaiso/Chile)

O gatilho para a criação de Accidental Acidental é uma situação real não estabelecida ou planejada, que permaneceu no arquivo de memória. Os corpos produzem um encontro para restaurar e reconciliar outro corpo. Conectam suas intensidades para estar com o outro, se tornarem essenciais e gerar uma estrutura firme, onde não há possibilidade de abandono. Ideia e direção: Pita Torres | Intérpretes-criadores: Vanesa Torres, Jairo Urtubia, Felipe Allende, Claudio Diaz | Desenho sonoro e iluminação: Marco Zambrano. Duração: 40 minutos | Classificação inducativa: livre. 

Foto: Alex Merino

Sandro Borelli em A Balada da Virgem

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  31/7 (terça), 20h: A Balada da Virgem – Em nome de DeusCia Carne Agonizante (São Paulo, SP)

A Balada da Virgem – Em nome de Deus se apoia na potente energia simbólica que representa Joana D’Arc – religiosa condenada à fogueira por heresia e depois celebrada como santa e padroeira da França – para falar de loucura, transgressão e opressão. O solo, que traz noções de tempo e espaço alteradas, onde o real e o não real se confundem, serviu de ignição para Sandro Borelli se auto desafiar em sua constante busca por novas possibilidades coreográficas e trazê-lo de volta aos palcos, depois de quase dez anos dedicados somente à direção de sua Cia Carne Agonizante, que celebra 20 anos em 2018. Concepção, Coreografia, Direção e Atuação: Sandro Borelli | Trilha Sonora: Gustavo Domingues

Duração: 45 minutos; Classificação indicativa: livre.

 

Conversatório

25 e 26/7 (quarta e quinta), 15h – Centro de Referência da Dança

27, 28, 30 e 31/7 (sexta, sábado, segunda e terça), 15h – Oficina Cultural Oswald de Andrade: Encontros dirigidos aos artistas que participam da programação de Dança à Deriva 2018 e a todos os interessados para apreciação artístico-estética das obras apresentadas na noite anterior. Mediação: Solange Borelli. Capacidade: 80 pessoas. Duração: 2 horas

 

Mostra de VideoArte

27, 28, 30 e 31/7 (sexta, sábado, segunda e terça), 15h às 21h – Oficina Cultural Oswald de Andrade

O Grito – Marcos Abranches e Gal Oppido

Foto: Wilian Aguiar

Marcos Abranches em O Grito

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Gal Oppido dirige o vídeo baseado na criação coreográfica O Grito, de Marcos Abranches, inspirada na obra homônima do artista norueguês Edvard Munch, considerada uma das mais importantes do movimento expressionista. O vídeo explora a dramaturgia corporal singular do intérprete que, frente ao seu observador, narra a mais pura expressão de angústia e desespero. Direção: Gal Oppido | Co-direção: Rafael Avancini | Direção de Fotografia: Gal Oppido e Rafael Avancini | Performance: Marcos Abranches e Alessandra Grimaldi | Poema: Adriano Nunes | Narração: Rubens Caribé | Trilha Sonora Original: Elisa Monteiro | Montagem e Desenho de Som: Luden Viana | Colorização: Rafael Avancini.

Zenit – Andante Danza Contemporânea

Dirigido por Andrea Carolina Rodríguez e Laura Gómez, Zenit foi selecionado no 6º Festival de Videomovimento da Colômbia, para a difusão em festivais de videodança nacionais e internacionais, tendo participado do Concurso de Vídeo de Buenos Aires e do Dreizig Festival,  realizado e m Berlim. 

1500º – RiZa

Curta-metragem experimental, tem a Costa de Assunción como cenário de um naufrágio, onde uma mulher, presa em uma duna de areia cheia de lixo, luta para sobreviver. Direção: Riza | Produção: Crear em Libertad | Intérprete e criação de movimiento: Gloria M. Morel (Tercer Espacio Colectivo Artístico) | Direção de Fotograiía e Montagem: Ricardo Zelada | Título original: 1500° | Género: Cortometraje, experimental, Videodanza. Duração: 6 minutos |Ano: 2017 | Clasificação: livre.

 

Serviço:

 

Dança à Deriva – 5ª Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea

De 23 a 31 de julh/2018

Centro de Referência da Dança: Baixos do Viaduto do Chá, s/nº – ao lado do Theatro Municipal. Estações de metrô: Anhangabaú, São Bento e República. Tel: (11) 32143249 | 953013769.

Oficina Cultural Oswald de Andrade: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro (São Paulo, SP). Estações de metrô: Tiradentes. el: (11) 3222-2662.

Grátis: retirar ingresso com 1h de antecedência. www.dancaaderiva.com