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São Paulo - SP

Balé da Cidade de São Paulo – Danças e Quimeras

Foto: Fabiana Stig
Trovador, de Alessandro Sousa Pereira

Em sua segunda temporada de 2018 o Balé da Cidade de São Paulo (BCSP) estreia o programa Danças e Quimeras, que reúne as coreografias: Deranged, do austríaco Chris Haring, Trovador, do brasileiro Alessandro Sousa Pereira e Adastra, do espanhol Cayetano Soto.

Foto: Fabiana Stig

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  Deranged, de Chris Haring se inspira na música I’m deranged, composta por David Bowie em parceria com o músico e produtor Brian Eno em 1995. A coreografia é baseada no método da companhia Liquid Loft, criada em Viena por Haring, que transforma gravação de voz em sequências de movimento. Dessa forma, as vozes de 12 bailarinos gravadas são   mixadas e reproduzidas para eles por meio de alto-falantes no palco.

A mixagem das vozes com a obra de Bowie foi feita pelo músico Andreas Berger. O elenco do BCSP apresenta movimentos a partir desse material pré-gravado. Durante o espetáculo, os bailarinos executam a coreografia sincronizando os lábios ao som que está sendo projetado, transformando Deranged em uma linguagem corporal completa, projetando nos corpos “esculturas de stop motion”.

A obra provoca uma sensação de desajuste, de repressão à expressão. “A sequência de movimentos acompanhada das palavras faladas pré-gravadas reflete as muitas personalidades hospedadas dentro de um corpo humano, como uma luta interior e isso aparece quando os bailarinos mudam rapidamente de um personagem para outro”, explica Haring, que faz sua estreia na América do Sul com esta criação para o BCSP.

Foto: Fabiana Stig

Trovador, de Alessandro Sousa Pereira

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Em Trovador, Alessandro Sousa Pereira, que atualmente é coreógrafo residente na Companhia Dança Teatro da Dinamarca em Copenhagen, se inspirou na figura do trovador que se expressava por meio da criação e interpretação de composições poéticas na antiguidade. “Ser brasileiro hoje em dia é muito um exemplo disso… As pessoas estão dando as suas opiniões, independente de quais sejam”. O trabalho foi desenvolvido ao longo de três semanas em que Pereira esteve no Brasil.

Alessandro Sousa Pereira já coreografou para o Balé da Cidade de São Paulo durante o projeto Dançographismus, em 2015, quando assinou Instante, inspirado na obra da escritora Clarice Lispector. “Sua carreira já está marcada por criações coreográficas para importantes companhias europeias. Mesmo assim ressaltamos a importância de dar visibilidade ao desenvolvimento de novos coreógrafos brasileiros”, explica Ismael Ivo, atual diretor artístico do BCSP.

Foto: Fabiana Stig

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  Adastra, de Cayetano Soto, já pertence ao repertório do Balé da Cidade de São Paulo. Com técnica vigorosa e complexa, esta coreografia se inspira na luta pessoal de cada um na busca de um sonho impossível. É o triunfo alcançado por meio do esforço.

Foto: Fabiana Stig

Um Ícone

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No programa da segunda temporada, o BCSP ainda apresenta o epílogo Um Ícone, de Ismael Ivo. São pequenas intervenções coreográficas em homenagem a David Bowie, inspiradas no mundo da composição Space Oddity e nas referências à era Glam Rock. Nesta fase, a figura andrógina do personagem de Ziggy Stardust, alter ego de Bowie, foi um de seus maiores símbolos. O desfecho também aborda as relações pessoais do artista, com alusão às duas mulheres da vida de Bowie.

50 anos

O Balé da Cidade de São Paulo completa 50 anos em 2018 (sua estreia foi em 7 de fevereiro de 1968 no Theatro Municipal). Uma programação especial foi elaborada para celebrar este importante cinquentenário, com um repertório que, segundo Ismael Ivo, preserva a qualidade artística e abre horizontes para novos caminhos de criatividade e inovação. Na estreia da companhia em 2018, o espetáculo estreou Um jeito de Corpo: Balé da Cidade Dança Caetano, com coreografia de Morena Nascimento.

Após Deranged, Trovador e Adastra, a companhia estreia em setembro uma releitura de uma das mais importantes obras do século 20, A Sagração da Primavera, com direção de Ismael Ivo. As apresentações serão acompanhadas pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo sob a regência do maestro Roberto Minczuk.

Dias 6, 7 e 11 a 14 de julho/2018
Quarta a sábado às 20h
Domingo às 18h
R$ 12 a R$ 80

Praça Ramos de Azevedo, s/nº, São Paulo (SP). Estações de metrô: República e Anhangabaú.

Duração: aproximadamente 120 minutos.

Classificação etária: 14 anos.

Vendas de ingressos na bilheteria do Theatro Municipal ou pelo site www.eventim.com.br.

Meia-entrada para aposentados, maiores de 60 anos, professores da rede pública e estudantes.