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São Paulo - SP

Cia. 4 pra Nada – Morena Nascimento, Andreia Yonashiro e Maristela Estrela – [H3O]mens

Foto: Divulgação

Com coreografias de Morena Nascimento, Andreia Yonashiro e Maristela Estrela, o espetáculo [H3O]mens, da Cia. 4 pra Nada, de Ribeirão Preto (SP), tem como ponto de partida uma investigação particular do que é ser homem, do homem diante de outro homem e dançando para outro homem.

Foto: Divulgação

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  [H3O]mens mescla teatro, performance e música. A direção é de Carlos Canhameiro, da Cia. Les Commediens Tropicales.

O elenco reúne os atores e bailarinos André D.O., Rafael Bougleux e Rafael Ravi, que atuam completamente nus.

As coreografias foram criadas e desenvolvidas a partir da pergunta/provocação: o que sou quando um homem está sobre mim e o que sinto quando vejo um homem, elaboradas pela Cia. 4 pra Nada para as três coreógrafas convidadas. Após a criação individual e sem restrições, as coreógrafas foram para a cidade de Ribeirão Preto (em diferentes datas) e ensinaram as coreografias para os três atores e bailarinos integrantes do espetáculo.

Masculino e feminino

[H3O]MENS é um desdobramento dos trabalhos cênicos anteriores da Cia. 4 pra Nada, de Ribeirão Preto. Longe de querer criar um material cênico que dê respostas ao que é ser um homem em detrimento de uma mulher ou um estudo do masculino e feminino, de aproximações e dissonâncias, o grupo deseja esmiuçar um mundo, que cada vez mais, abre espaço para as pessoas construírem um sentido para a própria vida. Ao mesmo tempo, um mundo onde cada vez há menos tempo para investigar os sonhos, desejos e afetos. Segundo o grupo, em meio à turbulência atual, os papéis masculino e feminino estão sofrendo transformações e é preciso buscar o nexo do gênero.

O diretor Carlos Canhameiro explica que o ponto de partida de [H3O]mens é o livro A Construção Social do ser Homem e ser Mulher, de Anailde Almeida, mas ele ressalta que a montagem não pretende fazer qualquer adaptação do livro, apenas usá-lo como provocador do processo criativo. “A dança, teatro e intervenção que buscamos com esse projeto não anseia representar qualquer escrito teórico. Desejamos que o encontro dos homens em cena, com as interferências das coreógrafas, seja suficiente para uma comunhão do tema almejado entre bailarinos e público”, ele diz.

Contemplado pelo ProAC Circulação Dança de 2017, o espetáculo estreou em 2015 na cidade de Ribeirão Preto e já passou pelas cidades de Leme, Descalvado, Campinas, São Carlos, Sertãozinho, Sorocaba, Jundiaí e Araraquara.

Sobre a Cia. 4 pra Nada

A Cia. 4 pra Nada surgiu em 2010 em Ribeirão Preto (SP), a partir da união de artistas da cidade, com coordenação e direção de Carlos Canhameiro. Com o propósito de experienciar híbridos de linguagens, como teatro, dança e performance, tem em currículo a obra [AMOR em fragmentos], inspirada no livro Fragmentos de um discurso amoroso, do filósofo francês Roland Barthes, cuja estreia aconteceu no Festival de Teatro de Ribeirão Preto (obra contemplada com o Programa de Incentivo a Cultura – PIC – Ribeirão Preto 2011) e [outras] histórias reais, inspirada no livro Histórias Reais, da artista plástica francesa Sophie Calle, cuja estreia aconteceu no Sesc Ribeirão Preto (obra contemplada com o Programa de Incentivo a Cultura – PIC – Ribeirão Preto 2012).

Ambas as peças são influenciadas por características do teatro-dança e do teatro performativo. Em 2013, também contemplada pelo PIC (2013), a companhia se propôs a investigar os caminhos da intervenção urbana inspirada pela atitude do grafiteiro inglês Banksy. Como resultado nasceu a obra [em] quadros, com direção de Michele Navarro. A obra intervém por diferenciados espaços, dos centros urbanos. A companhia, em processo de novas experimentações e com portas abertas para artistas de Ribeirão Preto, pretende ser um espaço constante (e mutante) de criação e discussão sobre as artes contemporâneas e seus legados.

8 a 10 de junho/2018 (Teatro Cacilda Becker)
Sexta e sábado, 21h
Domingo, 19h
11 de junho, segunda, 20h (Teatro de Contêiner Mungunzá)
Segunda, 20h
Grátis

Teatro Cacilda Becker: Rua Tito, 295, Lapa, São Paulo (SP), tel. (11) 3864-4513. Capacidade: 198 lugares. Bilheteria: abre 1h antes do início das apresentações. Acesso para deficientes físicos.

Teatro de Contêiner Mungunzá: Rua dos Gusmões, 43, Luz, São Paulo (SP). Estação de metrô: Luz. Capacidade: 99 lugares. Bilheteria: abre 1h antes das apresentações: Acesso para deficientes físicos.

Duração do espetáculo: 75 minutos.

Classificação etária: 18 anos.