Programação Brasil

São Paulo - SP

Grupo Corpo
Bach (1996)
Gira (2017)

Foto: José Luiz Pederneiras
Foto: José Luiz Pederneiras
Foto: José Luiz PederneirasFoto: José Luiz Pederneiras

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  A mais nova criação do Grupo Corpo – Gira, coreografia de Rodrigo Pederneiras, com música da banda paulistana Metá Metá – estreia neste agosto de 2017 em São Paulo, no Teatro Alfa. O programa inclui Bach, obra de 1996, apresentada pela última vez em 2007, com a parceria musical de Marco Antonio Guimarães.

O mesmo programa segue para o Rio de Janeiro (23 a 27 de agosto, Theatro Municipal), Belo Horizonte (2 a 7 de setembro, Palácio das Artes) e Porto Alegre (7 e 8 de outubro, Teatro do Sesi).

Gira

A coreografia de Rodrigo Pederneiras, com cenografia de Paulo Pederneiras, iluminação de Paulo e Gabriel Pederneiras e figurinos de Freusa Zechmeister, se inspira livremente nos ritos de umbanda.

Foto: José Luiz PederneirasFoto: José Luiz Pederneiras

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  Exu, o mais humano dos orixás – sem o qual, nas religiões de matriz africana, o culto simplesmente não funciona – é o motivo poético que guia os onze temas musicais da coreografia.

Foi da banda Metá Metá, convidada pelo Grupo Corpo para conceber a música do espetáculo, que surgiu a ideia de dedicar o trabalho inteiramente a Exu, o orixá responsável pela comunicação entre o mundo espiritual (Orun) e o mundo material (Aiye).

Formada em 2008, a banda Metá Metá reúne Juçara Marçal (voz), Thiago França (sax) e Kiko Dinucci (guitarra) – com reforço de Sergio Machado (bateria, sampler e percussão) e Marcelo Cabral (baixo elétrico e acústico). A trilha de Gira contou ainda com as participações especiais do poeta, ensaísta e artista plástico Nuno Ramos, que assina uma das letras, e da cantora Elza Soares, cuja voz ancestral e mitológica aparece em duas faixas.

Chão, céu, caos

Foto: José Luiz PederneirasFoto: José Luiz Pederneiras

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  Mergulhar no universo das religiões afro-brasileiras para se alinhar ao tema proposto pelo Metá Metá foi a primeira iniciativa dos criadores do Grupo Corpo – através da literatura e, em seguida, em uma pesquisa de campo, com visitas a terreiros de candomblé e umbanda. Por ser mais sincrética e brasileira, a umbanda foi se impondo mais que o candomblé.

Gira foi se moldando como uma visão poética da necessidade atávica do homem (chão) de se conectar com o divino (céu) ou simplesmente com o oculto (relacionado ao caos).

A coreografia é marcada por trios, duos e solos brevíssimos, além de formações de grupo (frequentemente em número de sete). Em uma trilha eminentemente rítmica, duas grandes respirações melódicas abrem espaço para a materialização de solos femininos, dançados sobre o som de instrumentos igualmente solitários – o baixo acústico de Marcelo Cabral, em Agô Lonan, e o sax tenor de Thiago França, em Okuta Yangil (tema inspirado na concepção de Exu por Orunmilá e sua esposa).

Foto: José Luiz PederneirasFoto: José Luiz Pederneiras

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 Um espaço que simboliza um terreiro, a grande nave da liturgia afro-brasileira, se traduz num palco limpo, onde prevalece o linóleo negro, de 13m x 9m, intensamente iluminado. Não há coxias: nas laterais e no fundo do palco, 21 cadeiras ficam alinhadas e nelas os bailarinos se colocam ao sair da cena central. Sobre cada cadeira, uma luz tênue sinaliza uma presença. Este “não-cenário” é coberto por tule negro, tecido que também envolve os bailarinos sempre que estão fora de cena.

Foto: José Luiz PederneirasFoto: José Luiz Pederneiras

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 Freusa Zechmeister adota a mesma linguagem nos figurinos. Independente do gênero, todos os bailarinos dançam com o torso nu e com saias brancas de corte primitivo e tecido cru.

Bach

Foto: José Luiz PederneirasFoto: José Luiz Pederneiras

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 Bach, que completa o programa, estreou em 2006, na Bienal da Dança de Lyon (França). Por meio do potente diálogo musical-coreográfico com o barroco de Bach e o barroco de Minas Gerais, promove um jogo entre o que se ouve e o que se vê.

A coreografia de Rodrigo Pederneiras aspira ao que está acima, e a música ao que está dentro das partituras de Bach, que o compositor Marco Antônio Guimarães se propõe a descobrir. As cores azul e dourado predominam na cena, marcada pelos tubos metálicos que pendem do teto do palco. Em fluxo contínuo, a dança celebra a arquitetura da vida.

A cenografia de Bach é de autoria de Fernando Velloso e Paulo Pederneiras, que também assina iluminação. Os figurinos são de Freusa Zechmeister.

 

4 a 13 de agosto/2017
Quartas e quintas-feiras às 21h
Sextas-feiras às 21h30
Sábado às 20h
Domingo às 18h
R$ 50; R$ 90; R$ 160

Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo (SP), tel. (11) 5693-4000 e 0300-789-3377.

Duração: 2h (Bach: 45 minutos; Gira: 40 minutos).

Classificação etária: 14 anos.,

Estacionamento: Vallet R$ 45; Self Park R$ 31.

Vendas de ingressos online: www.ingressorapido.com.br.

Desconto de 50% na compra de até 2 ingressos para a força de trabalho da Petrobras com crachá e para clientes do Cartão Petrobras mediante apresentação do mesmo.

Crianças de até 12 anos, idosos, estudantes e professores da Rede Pública de São Paulo pagam meia entrada.