Programação Brasil

São Paulo - SP

Grupo Zumb.boys
O que se rouba

Foto: Kelson Barros
Foto: Kelson Barros
Foto: Kelson BarrosFoto: Kelson Barros

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O roubo das possibilidades de poder construir e de poder ser, o roubo da infância, da vida, dos sonhos, da oportunidade, do direito à igualdade: é deste tipo de roubo que trata o novo espetáculo do Grupo Zumb.boys – O que se rouba.

“A nossa intenção é expor tudo o que pode ser roubado e não nos ater apenas aos roubos materiais”, diz Márcio Greik, diretor do Grupo Zumb.boys. “Roubos imateriais certamente são roubos concretos e de reverberações tão violentas quanto qualquer outro. O grande roubo para nós, neste caso, é o roubo do possível. Quando a sociedade diz a um indivíduo onde ele precisa chegar, mas não apresenta condições e recursos para que ele possa ir, como uma educação de qualidade, hospitais, segurança pública, ela está roubando o desenvolvimento desse indivíduo”.

O que se rouba dá continuidade à pesquisa anterior do grupo. Em Ladrão, que estreou em 2014, o Zumb.boys explorou questões que determinam as ações do ladrão na sociedade. O contexto de um infrator foi o fio condutor para a investigação corporal do espetáculo.

Agora, em O que se rouba, o grupo voltou-se para uma nova perspectiva sobre o mesmo tema. Angústias e reflexões geradas pela criação anterior moveram a construção da nova obra, cuja pesquisa foi dividida em segmentos, que resultaram em diálogos com ladrões, policiais, sociólogos, advogados e filósofos. O processo conduziu uma reflexão sobre o que se rouba hoje em nossa sociedade, ponderando variadas possibilidades de roubos e ampliando a discussão para além do roubo material.

Foto: Thays PericFoto: Thays Peric

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 O cenário de O que se rouba expressa uma prisão imaginária, que remete às várias prisões imateriais do cotidiano. “Você não está preso fisicamente, mas está preso a um modo de existir, que muitas vezes não te permite arriscar e se libertar de amarras abrigadas em demarcações invisíveis”, afirma Greyk. 

O Grupo Zumb.Boys surgiu em 2007. Sob direção de Márcio Greyk, sua proposta é criar uma linha de pesquisa nas danças urbanas, capaz de levá-las das ruas para os palcos.

Os intérpretes-criadores de O que se rouba são Danilo Nonato, David Castro, Márcio Greyk, Eddie Guedes e Guilherme Nobre. O projeto foi viabilizado com apoio do Programa Municipal de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo. 

16 e 17 de maio/2017
Terça e quarta-feira às 20h
R$ 10 e R$ 5 (meia)

Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo (SP), tel. (11) 3288-0136.

Duração: 45 minutos.

Recomendação etária: 10 anos.