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São Paulo - SP

Lavinia Bizzotto
A Pequena Morte

Foto: Alexandre Maïa
Foto: Alexandre Maïa
Foto: Alexandre MaïaFoto: Alexandre Maïa

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  Lavinia Bizzotto buscou inspiração na obra da fotógrafa americana Francesca Woodman, que se suicidou em 1981, aos 22 anos, para criar o espetáculo solo A Pequena Morte.

É a primeira vez que Lavinia dirige e coreografa um solo para ela mesma. Nos dois solos anteriores, trabalhou com Juliana Moraes (Na Dobra do Tempo, de 2008) e Vanessa Macedo (Solo Sem Título, de 2014). Ainda assim, Lavinia divide a concepção de A Pequena Morte com Alexandre Maïa e conta com Vanessa Macedo como parceira coreográfica e dramatúrgica. Há também a colaboração artística de André Liberato.

Para Lavinia Bizzotto, A Pequena Morte foi um grande e intenso desafio. “Me deixei afetar pelas imagens de Francesca, pelas provocações de meus três colaboradores e isso me trouxe um olhar profundo sobre o intérprete da cena e do diretor, que me deixou muito realizada. Usar meu corpo como um laboratório criativo, para além do que um diretor pede, foi uma experiência pessoal muito rica”, ela diz.

O Ser Feminino

Foto: Alexandre MaïaFoto: Alexandre Maïa

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  Lavinia Bizzotto teve seu primeiro contato com uma foto de Francesca Woodman por meio da internet. “Fiquei muito impactada com a imagem de uma mulher nua se misturando com uma parede descascada, como se fossem uma coisa só. Fui pesquisar mais sobre o trabalho dela e me deparei com uma linguagem estética muito própria, que tinha muito a ver com o que eu gostaria de falar naquele momento”, explica.

Buscando uma fusão com os retratos da fotógrafa Francesca Woodman, Lavinia Bizzotto experimenta este universo na busca de um corpo que é atravessado pelo tempo, pela delicadeza e força, pela dor e sensualidade e por suas próprias memórias como artista e mulher.

A Pequena Morte aborda a falta de identidade, feminilidade, sexualidade e morte. “Francesca fotografa mulheres, partes dos corpos e cenários sujos, crus e inóspitos, sempre com algum borrão na cena, mas identificando que existe uma figura humana ali. Busquei então trazer o universo dela para o meu corpo explorando o mistério, a degradação, o surrealismo e a delicadeza dessas mulheres. Tentando, assim, revelar as inúmeras possibilidades do ser feminino através das suas representações visíveis e inconscientes”, acrescenta Lavinia.

O figurino de A Pequena Morte, concebido pela própria Lavinia e por Flávio Sousa, também dialoga com o universo feminino e com o tempo. Em cena, existe uma mulher que vai se despindo e revelando várias outras mulheres, levando para o espetáculo uma estética que relembra imagens do feminino, do grotesco e do mistério. O cenário, todo em madeira, busca uma dramaturgia que remete a um ambiente onde esta mulher transita entre suas memórias, desejos e dores. O desenho de luz de Emmanuel Queiroz completa o ambiente de sombras e mistério.

Oficina

Além do espetáculo, Lavinia Bizzotto, em parceria com Alexandre Maa, ministrará uma oficina de dança contemporânea durante a temporada. Com os participantes, os artistas vão explorar alguns dos procedimentos utilizados no processo criativo de A Pequena Morte. Em São Paulo será no dia 15 de julho, às 14h. Duração: 2 h.
6 a 16 de julho/2017
Quinta a sábado às 20h
Domingo às 19h
R$ 20 e R$ 10 (meia)

Alameda Nothmann, 1.058, Campos Elíseos, São Paulo (SP), tel. (11) 3662-5177.

Capacidade: 53 pessoas.

Duração: 45 minutos.

Classificação etária: 16 anos.