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São Paulo - SP

Marina Guzzo – Celeste – cosmologia de um salto

Foto: Adilson Félix

Celeste – cosmologia de um salto foi criado por Marina Guzzo no Laboratório Corpo e Arte da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) sob inspiração do livro A queda do céu, do xamã e líder político yanomami Davi Kopenawa, e do filme Nostalgia da Luz, do chileno Patrício Guzmán.

Foto: Gui Galembeck

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As pedras, como objetos e obstáculos para a construção de uma realidade coletiva, servem como âncora do processo de criação da performance. Do encontro com um objeto – uma pedra – engaja-se um único gesto – o salto – para criar um campo de interesse, no qual os corpos em movimento podem propor ações políticas na cidade e na natureza, na memória e no esquecimento, na vida e na morte.

O salto, ou o gesto de saltar, torna-se dispositivo para interrogar a atual condição de tempo e espaço, em comunhão com esses objetos-ruína. É na relação com o salto e seus vários desdobramentos que a pesquisa aposta na ação, para compartilhar uma experiência de empatia, ritual e transformação, em espaço urbano delimitado para coletivos e comunidades.

Celeste é para tentar criar o encantamento, mesmo diante de tanta adversidade. Saltar é muito libertador, engaja o corpo em uma transformação enorme, deixa a gente presente, em outro estado corporal”, diz Marina Guzzo.

Daniele Guedes, Anny Rocha, Jonatan Elias José, Leandro Soares e Gabriela Dória e Camila Miranda são co-criadores da performance.

Sobre Marina Guzzo

Artista e pesquisadora das artes do corpo, tem pós-doutorado pelo Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP. É professora adjunta da Unifesp no Campus Baixada Santista, pesquisadora do Laboratório Corpo e Arte e coordenadora do Núcleo Indisciplinar de Dança – N(i)D. Concentra suas criações na interface das linguagens artísticas e a incerteza da vida contemporânea, misturando dança, performance e circo para explorar os limites do corpo e da subjetividade nas cidades e na natureza.

Desde 2011 mantém, na UNIFESP, um grupo de pesquisa-ação, que desenvolve e apresenta performances em espaços urbanos. Já participou de festivais importantes no Brasil, Alemanha e Chile. Ganhou o Prêmio Funarte Artes de Rua em 2012.

27 a 29 de julho/2018 e 3 a 5 de agosto/2018
Sexta a domingo às 16h
Grátis

Rua Clélia, 93, São Paulo (SP).

Duração: 40 minutos.

Classificação etária: livre.

www.sescsp.org.br/pompeia