Programação Brasil

São Paulo - SP

Vera Mantero
O que podemos dizer do Pierre
Olympia

Foto: Jorge Gonçalves
Foto: Jorge Gonçalves
Vera Mantero em Olympia
Foto: Susana NevesFoto: Susana Neves

Vera Mantero em O que podemos dizer do Pierre

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  Vera Mantero, uma das mais importantes coreógrafas e intérpretes da dança contemporânea portuguesa, apresenta duas criações – O que podemos dizer do Pierre e Olympia – na programação da Ocupação Mirada 2017, evento de artes cênicas do Sesc São Paulo, que neste ano enfoca a produção de países da América Latina, além de Espanha e Portugal.  

O que podemos dizer do Pierre foi concebida em 2006, para celebrar o Dia Mundial da Dança. A criação consistiu em uma improvisação de Vera Mantero, ao som da voz do filósofo Gilles Deleuze, dando aula sobre Espinoza. Ela baseou seu movimento na insistência e no grounding (um corpo que pressiona e empurra espaços e vai todo em direção ao chão). A ideia foi depois desenvolvida na linha de outras criações, nas quais Vera propõe multiplicidades em interação, filosofia e intuição, verbal e não verbal, racional e irracional. A atual versão estreou em 2011. Duração: 20 minutos.

Concepção e interpretação: Vera Mantero. Trilha sonora: Gilles Deleuze (excertos de Spinoza: Immortalité et Éternité). Montagem da trilha sonora: Vera Mantero, Vítor Rua e António Duarte. Luz: Bruno Gaspar. Adaptação e operação de luz: Hugo Coelho. Produção: O Rumo do Fumo.

Olympia é inspirada na pintura realista Olympia, concebida por Édouard Manet em 1863. Vera Mantero criou este solo partir da leitura de trechos de Asfixiante Cultura, de Jean Dubuffet.  A proposta nasceu em 1993, quando Vera lia Dubuffet e acabara de ver a pintura em uma exposição. Ao mesmo tempo, ela foi convidada para um evento. “Pareceu absolutamente indicado ler passagens do livro naquela ocasião, para quem estivesse no teatro. Mas ler como?”. Em busca da resposta veio a ideia: “E se fosse Olympia a ler o Dubuffet?”. Este espetáculo mostra a capacidade magnetizante de Vera Mantero como solista. Duração: 15 minutos.

Concepção e interpretação: Vera Mantero. Luz: João Paulo Xavier. Adaptação e operação de luz: Hugo Coelho. Texto: Jean Dubuffet. Música: extratos de música dos Pigmeus Baka.

11 e 12 de abril/2017
Terça e quarta às 21h
R$ 12 a R$ 40

Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo (SP), tel. (11) 3340-2000.

Classificação etária: livre.

Acesso para deficientes físicos. Não há estacionamento.

Ingressos à venda pelo portal www.sescsp.org.br ou nas bilheterias das unidades do Sesc.

Bilheteria Sesc  Ipiranga: terça a sexta das 12h às 21h; sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados,  das 10h às 18h.