Programação Brasil

São Paulo - SP

Wagner Schwartz
Piranha

Foto: Jonia Guimarães
Foto: Jonia Guimarães

Piranha, de Wagner Schwartz, é definido como uma metáfora de um corpo em reclusão. O fluxo de movimento no palco, e no próprio corpo do artista, procura desdobrar variações sutis de um turbilhão de sentimentos ocultos.

Criado em 2011, o espetáculo do brasileiro que vive entre Uberlândia, São Paulo e Paris mostra o artista se agitando nevralgicamente, entre uma dinâmica voluntária e involuntária, sitiado por uma composição de ruídos digitais. O movimento que se enreda sob um feixe de luz desdobra, em seu próprio corpo e no espaço cênico, as variações sutis de uma rave, de uma guerra, de uma possessão, de um susto, de uma morte.

Schwartz diz que em seu trabalho constam as relações interculturais de um estrangeiro em lugares a serem reconhecidos.

“A reclusão voluntária é um tema presente na história de várias religiões e, também, na forma de vida de certos intelectuais, artistas e pesquisadores. A reclusão involuntária pode ser contextualizada no campo da loucura, da exclusão social, ou dos acidentes ambientais. A piranha é um peixe carnívoro de água doce dos rios da América do Sul. Sua principal característica é viver em bando. Na época das chuvas, na bacia amazônica ou em rios do pantanal, as águas chegam a invadir quilômetros de terra, formando pequenos lagos sazonais em que muitas piranhas ficam aprisionadas”, ele explica.
6 e 7 de fevereiro/2015
Sexta e sábado às 21h
Grátis

Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga, São Paulo (SP), tel. (11) 3340-2000. Capacidade do local da apresentação: 80 lugares. Duração: 45 minutos. Classificação etária: 14 anos. www.sescsp.org.br.